terça-feira, 13 de março de 2012

Convivendo com HIV.


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Mesmo depois de 30 anos de descoberta do vírus HIV, o preconceito ainda é uma das maiores dificuldades encontradas por quem tem o diagnóstico da AIDS. O mercado de trabalho continua com as portas fechadas para essas pessoas, mesmo que elas hoje mantenham uma vida praticamente normal. A falta de apoio da sociedade faz com que muitos ainda prefiram esconder a doença, com medo da discriminação.




Portadores têm vida normal

Viver com o vírus já foi mais difícil, hoje com os tratamentos e com os antire-trovirais, como o coquetel, é possível viver normalmente como portador do HIV. Há quase 17 anos, Claudinei Alves Pereira, 38 anos, descobriu ter AIDS e passou por situações de discriminação no trabalho e entre amigos.
Na época, mesmo que Claudinei tivesse a preocupação em usar PRESERVATIVO nas relações sexuais, ele compartilhava seringas no uso de drogas injetável, e foi assim que contraiu o vírus. "Eu achava que o vírus era transmitido apenas por relação sexual", diz Claudinei. Segundo ele, o mais duro foi encarar algumas reações ao descobrir ter contraído a doença. "Primeiro, a minha não aceitação; segundo, o afastamento das pessoas mais próximas, e ainda, o meu afastamento do trabalho", afirma.

Mercado de trabalho

Trabalhar é outro desafio para essas pessoas. Até mesmo para quem ainda não chegou ao mercado de trabalho, no caso de adolescentes portadores do vírus, a perspectiva não é animadora. Empresas desrespeitam a lei, que proíbe o exame na admissão de funcionários, e demitem portadores, alegando outras razões.

De acordo com a Justiça brasileira, é proibido solicitar exames para a detecção do vírus HIV para inscrição em concurso ou seleção para ingresso no serviço público ou privado, além de segregar os portadores do vírus HIV ou as pessoas com AIDS no ambiente de trabalho.

No entanto, algumas empresas não veem com bons olhos ter no quadro de funcionários um SOROPOSITIVO e, mesmo que proibidas de exigir o exame, encontram uma forma de desligar o funcionário que revela ser portadores.

Um dos representantes da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNPVHA), que oferece assistência à pessoas com AIDS no Distrito Federal, e também portador do vírus, Raimundo Lima, de 48 anos, conta que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito, mas que entre as pessoas que procuram o movimento existem casos de demissão do trabalho. "A empresa reduz o cargo do funcionário ou simplesmente demite, alegando outro motivo, como baixa produção ou as faltas por conta dos tratamentos. Nunca afirma que é por ser portador do vírus", afirma.

Mitos e verdades

Mesmo com o primeiro diagnóstico da doença feito há quase 30 anos no Brasil, ainda existem dúvidas e muito preconceito em torno da epidemia. A reportagem organizou uma lista de mitos e verdades, com material de entrevistas e do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Confira:

Aids e HIV são a mesma coisa

Errado. Aids é a doença causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico do portador. É possível passar muitos anos com o vírus e sem a doença manifestada. Mas isso não impede sua transmissão por relações sexuais ou pelo contato com sangue contaminado.

Ainda existem grupos de risco.

Errado. Hoje existem comportamentos de risco, como sexo desprotegido, uso de drogas injetáveis, contato com sangue ou com objetos cortantes contaminados. A ideia dos grupos de risco surgiu no início da epidemia, quando a doença se alastrava entre homossexuais, hemofílicos e dependentes químicos. Mas essa distinção logo se mostrou inapropriada.

Sexo oral transmite HIV.

Certo. O contato com os fluídos durante o sexo oral pode transmitir o vírus HIV. Tal prática deve ser realizada com preservativo.

O risco de contágio pelo sexo anal é maior

Certo. Como a mucosa anal é mais frágil do que a vaginal, o risco de contágio é maior.
Toda gestante soropositiva vai transmitir o vírus HIV durante o nascimento

Errado. É possível evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) com pré-natal adequado. A mãe deve ter baixa carga viral e boa imunidade. São ministrados antirretrovirais ao longo da gestação.

A camisinha é segura contra o vírus HIV.
Certo. Estudos norte-americanos já ampliaram o látex, material do preservativo, em 30 mil vezes e não detectaram nenhum poro pelo qual o vírus pudesse passar. A camisinha continua sendo o método preventivo mais recomendado porque também evita outras doenças sexualmente transmissíveis e serve como forma barata e simples de evitar uma gravidez indesejada.

A manifestação da Aids pode ser fatal para o portador
Certo. A doença é marcada pela fase mais avançada da infecção, quando a imunidade se torna muito baixa e permite o ataque de doenças oportunistas. Debilitado, o paciente pode não resistir a problemas como hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Mas há como impedir isso. Se o vírus for detectado na fase em que os sintomas não se manifestaram, é possível começar o tratamento para fortalecer o sistema imunológico e enfraquecer o vírus. Por isso é recomendado o teste sempre que a pessoa for exposta a alguma situação de risco

Uma pessoa pode ser acusada na Justiça de transmitir o vírus HIV ao seu parceiro
Certo. Existe essa possibilidade, mas ela requer algumas condições bem específicas. É preciso provar que houve intenção de contaminar o parceiro e que ele foi, de fato, contaminado ou exposto ao risco. A questão é polêmica e divide especialistas. O Ministério da Saúde, por exemplo, é contrário à criminalização do portador por julgar tal postura favorável ao aumenta da discriminação.

Quem é portador do HIV deve sempre revelar sua condição
Errado. Como existe muita discriminação em torno da Aids, os especialistas recomendam revelar a condição apenas quando o portador se sentir seguro para isso. O mesmo vale para relações amorosas, embora revelar a situação ao parceiro seja uma forma de compartilhar as dificuldades e de ter apoio contra a doença.

A Aids também ameaça pessoas casadas ou em relacionamentos estáveis
Certo. “A sociedade ainda é muito machista e permite ao homem determinados comportamentos não permitidos às mulheres”, afirma o sanitarista Artur Kalichman, adjunto do Programa DST/Aids. Ele explica que as relações extraconjugais, muitas vezes, são a causa da entrada do vírus em relações estáveis. Cabe ao casal, segundo ele, estabelecer formas de prevenção e elos de confiança.

Os homossexuais têm uma prevalência alta do vírus HIV
Certo. “Ela está em torno de 10% no País”, conta Kalichman. “Não é discriminação, é uma constatação que nos mostra a necessidade de políticas públicas voltadas a este público”, completa.

A circuncisão reduz o risco de contágio do HIV
Certo. Pesquisas indicam que a circuncisão pode reduzir em cerca de 50% o risco de contágio em homens heterossexuais. Contudo, a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativos.

Um beijo na boca pode transmitir HIV
Errado. Isso só vai acontecer se a pessoa estiver com sangramento considerável, pois a saliva tem várias substâncias prejudiciais ao vírus. O risco é menor de 0,1%.

O “coquetel do dia seguinte” pode impedir o contágio após exposição ao vírus
Certo. Mas nem sempre a medida é eficaz. Os antirretrovirais são usados na prevenção da transmissão vertical (mãe para filho, no nascimento) e em caso de violência sexual e de exposição de profissionais de saúde. Seu uso deve ser feito até 72 horas após a exposição.


H ouve aqueles que fizeram a diferença e venceram.
 ncomum é o que não queremos ser
iver a vida plenamente é a nossa meta.


FONTE: www.hiv.org.br/


Humildade.


Mensagem de Reflexão

Virtude, força, caráter: Estes são o primeiro degrau para um rumo certo. Quem trata a vida com arrogância e manipula o orgulho sem medidas, arrasta a vaidade e o egoísmo para o fundo de um buraco negro, aonde a luz é impenetrável e a benção se torna impossível.

Aprender a ser humilde é viver sem fronteiras, sem preconceitos, mas sempre com respeito, com consideração ao valor do outro. Isto é, respeito ao ser humano com restrições na saúde física, saúde mental, saúde emocional, saúde espiritual. Respeito aos animais, que indefesos nada fizeram para prejudicar, apenas pedem para viver. 

Respeito às florestas e todas as flores que emanam perfumes que pedem para viver. Respeito aos oceanos que, senhores do planeta, tem seus recursos abundantes, pedem para manter a vida aquática. Respeito ao ar que mantém a vida, e deve ser preservado, pois todo o magnetismo que rege o planeta Terra reage àquele que com o dedo impõe sua conduta, com a língua manifesta sua grandeza, com a mão desfaz o que é certo, com os pés risca caminhos e provoca amargura, decepção e desrespeito.

Aprenda a ser humilde descendo de um degrau alto para receber qualquer ser vivo com respeito, amor e dignidade. Em contrapartida, seja humilde para receber de um Grande, a luz, a sabedoria, a ciência da vida, o valor que ninguém pode desacreditar. Sem humildade somos corpo sem vida, alma sem propósito, mente perturbada, razão sem resultado, somos e seremos luzes apagadas.

Abra seu coração, amplie sua mente, expanda sua consciência, libere sua energia com o primeiro passo no rumo certo na vida: humildade.

(Miriam Zelikowski)





Para que serve uma relação...? Dr. Drauzio Varella.



Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. 

Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Dr. Drauzio Varela

Drauzio Varella.
 É um médico oncologista e escritor brasileiro, conhecido por popularizar a medicina em seu país, através de programas de rádio e TV. Foi também um dos fundadores da Universidade Paulista e da Rede Objetivo, onde lecionou física e química  durante muitos anos.

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