segunda-feira, 26 de março de 2012

A Voz Do Silêncio... Martha Medeiros.





Imediatamente me veio à cabeça situações

em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.


Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.


Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.


É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.

Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.


Pior do que a voz que cala, é um silêncio que fala, simples, rápido! E quanta força!   

Como salvar um amor desgastado e reinventar uma nova relação?



Muitos casais ficam juntos, mas não se sentem felizes e realizados. Reclamam que a relação é fria, que se sentem decepcionados com o casamento e que não sabem o que fazer para salvarem os anos de convivência... Realmente, não é fácil curar uma relação desgastada por discussões, brigas e desconfianças. Situações mal resolvidas são poderosos venenos contra o amor. 

O tempo vai passando e a sensação que a maioria dos casais tem é a de que tudo de bom que havia no início da relação foi se perdendo com a falta de diálogo, de compreensão, de companheirismo, respeito e confiança. Infelizmente, a ausência de cada um desses fatores realmente pode matar o amor.

No entanto, ao contrário do que muitos pensam, é possível não deixar o relacionamento se desgastar e enfraquecer. Existem também maneiras de recuperar o amor e cuidar para que ele ressurja com toda a força inicial. Mas é preciso disponibilidade e vontade. É preciso querer com o coração, querer de verdade!

Em primeiro lugar, é essencial que pelo menos um dos dois – ou os dois – esteja disposto a mudar. Quando um muda, a relação já ganha muito e o outro, quase sempre, também decide mudar, revendo comportamentos, pensamentos e atitudes. É preciso dar uma chance ao outro, sem insistir naquelas velhas frases: ele(a) não tem mais jeito, nunca vai mudar ou já estou cansada(o) de tentar; não adianta!. 

Será mesmo que você já tentou de verdade? Será que já mudou a si mesmo, passou a tratar a pessoa que vive com você com mais carinho, mais atenção, mais paciência, mais respeito e mais doçura? Por quanto tempo tentou? Muitos casais tentam, mas quando um dos dois perde as estribeiras e fica nervoso, o outro não sustenta sua tentativa e se sente imediatamente impelido a revidar, a dar o troco. Aí, realmente não dá certo. É preciso insistir, manter-se firme em seu desejo de transformar a sua relação, na sua vontade de ser feliz ao lado da pessoa com quem quer viver.

Além disso, o primeiro passo para reverter qualquer situação que não está lhe agradando, é olhar para si mesmo. Descubra o que você pode mudar em você mesmo, tente perceber o que você está fazendo para que esta situação esteja como está. Desista de acreditar que o outro é sempre o culpado, pois você não pode mudar o outro, mas pode (e deve) mudar a si mesmo para que consiga viver a relação que deseja.

Eu sei, não é fácil, mas vale a pena, pois a maioria dos casais que decide se reconquistar, termina obtendo sucesso e enxergando uma nova chance de se sentir parte da vida um do outro. Muitas vezes, procurar ajuda de um terapeuta familiar, grupos de casais ou qualquer núcleo que promova o esclarecimento da difícil arte da convivência pode ser essencial nesta tentativa. 

Porém, o ideal seria que os casais não esperassem a relação chegar à beira do insuportável para somente depois decidirem reavaliar seus comportamentos. O melhor seria se cada um conseguisse enxergar suas limitações e seus erros desde o início da relação e pudesse evitar as discussões desnecessárias ou o silêncio ameaçador e distanciador. Que entendessem, de uma vez por todas, que o amor precisa ser alimentado todos os dias, desde o começo, com elogios, declarações, surpresas, beijos, muitos beijos, abraços, verdade, transparência e muito carinho. Essa é a base da felicidade conjugal. Mas precisa ser construída todos os dias, sempre! Uma vez abandonada, o amor perde o brilho, perde a força e... desmorona!

Portanto, se você já encontrou o seu grande amor ou ainda está à espera deste encontro, não se deixe envenenar pelas pequenas coisas. Quando sentir vontade de criticar algum comportamento da pessoa amada, foque sua atenção em algo que ela tenha feito de positivo e somente depois, com a certeza de que esta pessoa não é feita somente de defeitos, converse sobre o que tem lhe incomodado. 

Construa sua relação sobre os acertos e não sobre os erros, pois aquele que está sempre disposto a apontar os erros, não encontra espaço para demonstrar o amor! 



Rosana Braga 
É Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos   

 

Tema Viagem. Imagens de tema por Galeries. Tecnologia do Blogger.

Pesquisar este blog