segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Vencendo a timidez.


Todo mundo é um pouco tímido. É algo natural sentir embaraço diante de alguma situação. O rosto fica vermelho, as pernas tremem e as palavras certas desaparecem na hora H.
A maioria de nós vive a timidez como uma fase passageira, quando tudo é novo e ainda não sabemos o que fazer, nem mesmo como ajeitar os braços. Não há problema algum em sentir medo. Afinal, é esse sentimento que protege nossas vidas, dando-nos o senso de auto-preservação.
O maior problema está no exagero. 

“A timidez acaba se tornando um problema sério quando o medo passa a ser um medo irracional e apresenta necessidade urgente de sair da situação. A tendência é aumentar o grau de ansiedade até o isolamento social”, disse a psicóloga Miriam Karasawa. Os tímidos, por serem assim, acabam perdendo boas oportunidades de subir na carreira porque não conseguem serem visíveis para os chefes. 

Por mais que habilidade técnica se já importante, as fábricas estão dando mais prioridade para a habilidade de relacionamento interpessoal para cargos que exijam mais liderança, como solução de problemas entre colegas de serviço.
O reconhecimento provém do desempenho e não do domínio. A timidez não é um problema menor. Uma avaliação das exigências, imposta em processos seletivos, realça a importância de habilidade de comunicação: os candidatos devem ser hábeis em negociação e que sejam capazes de atuar em equipe. 

Um estudo de farmacoeconomia realizado nos Estados Unidos mostra a timidez como o terceiro fator mais importante na definição de  da pessoa, atrás do sexo (mulheres, principalmente no Japão, ganham menos do que os homens para realizarem as mesmas funções) e da raça. Segundo a pesquisa, o tímido, na média, tem uma renda 10% menor e demora mais para melhorar no emprego.
Por não ser incisivo nas decisões, ele não transmite segurança aos chefes. E como não costuma reclamar, acaba ficando com as piores tarefas. “A timidez não compromete a realização pessoal. Mas se torna um transtorno caracterizado por intensa ansiedade”, define Miriam.

Sofrimento...

O tímido sofre em silêncio. Teme sentir-se humilhado ou constrangido. Nessas condições, torna-se mais difícil se concentrar no que está fazendo, ser criativo e aproveitar as oportunidades.
Suas chances de se envolver em acidentes de trabalho são maiores, assim como as de ter problemas de saúde (hipertensão, taquicardia, dor de cabeça e, em casos, mais extremos, até mesmo infarto ou depressão).
Para serem aceitos, as pessoas mais reservadas tendem a ser “bonzinhos” e solícitos em demasia. Acabam abafando a própria personalidade e coibindo a manifestação de seu desagrado ou opinião contrária.
Quando liberam a sua insatisfação, mostram pouco controle, ou se tornam amargos. Nos relacionamentos, os tímidos têm inclinação para a teimosia, refletindo nas relações: pouca compreensão e menor aceitação da diversidade.

O que gera um tímido? 

Existem dois fatores primordiais: o modelo de comportamento dos pais e a influência do ambiente. 
As crianças imitam as atitudes de quem forem seus pontos de referência. Se os pais costumam falar baixo em público e pedem desculpas por tudo, os filhos entenderão essas posturas como aquelas que devem seguir. Não frequentar festas, confraternizações e não se esforçar para fazer novas amizades atrofia as habilidades de relacionamento interpessoal. A dificuldade para o adulto aparece na hora de procurar um emprego ou participar de uma reunião.

Como vencer.

Existem formas para amenizar o acanhamento. Reconhecer-se tímido é o primeiro e mais importante passo. O resto é treino. Simule situações como falar em público e conversar com outra pessoa pelo telefone. É preciso levar esse treinamento para a vida real em doses homeopáticas. Apessoa não precisa deixar de ser tímida, mas entender que terá uma luta permanente de auto-superação. E lembre-se: timidez não significa falta de potencial. Quem disse que os tímidos não podem ser bem-sucedidos?
10 dicas para o tímido.
1. Drible o medo
Saiba o que dizer. Nessas horas, a liberação da adrenalina é maior, e o risco de “brancos” aumenta.

2. Clareza
Utilize abordagens simples, claras e objetivas. Diga sempre a verdade.

3. Não fuja da raia
Procure se expor ao que lhe causa medo. Só assim você vai perder o receio de enfrentar a situação.

4. Acredite no seu talento
Se você é competente, a qualidade do trabalho será boa, independentemente do chefe elogiar ou não.

5. Seja positivo
O tímido tem fama de antipático. Sorria com frequência e passe a olhar nos olhos do interlocutor.

6. Diga e ouça

Por mais polêmico que seja o tema, aborde-o. Se há opinião diferente, saiba as razões.
7. Pontos fortes

Se você tem boa voz e se veste bem, use a favor. O que não for bom, pode passar despercebido.
8. Tenha um bom

vocabulário Não use palavras pobres ou vulgares. Rebuscamentos e termos técnicos dificultam o entendimento.

9. Use o “NÃO”
Se não puder ajudar alguém ou em condições de se responsabilizar por algo, diga de forma clara.


10. Qualificação
Quando julgar que pode melhorar profissionalmente, procure cursos e adquira novos conhecimentos.

por: Marcos Yamamoto



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