quarta-feira, 20 de março de 2013

Decepção ensina a viver.



Dizem que decepção ensina a viver, as vezes acho que ensina a matar também...
É naquele momento em que você mais precisa daquela pessoa, que você acha que é "a pessoa'', a melhor que existe na face da terra, e é essa pessoa que te dá a maior rasteira da sua vida, é ela que te ensina a chorar, que te ensina o que é a dor de uma decepção, é ela que te faz as vezes não acreditar em ninguém...


Fico passada como as vezes a mesma pessoa que faz o carinho, bate com a mesma mão...
Fico incrivelmente boba como algumas pessoas fazem atrocidades com as outras sem nem olhar pra trás, sem nem uma dor, sem nenhuma lágrima, sem nenhum remorso  (pelo menos não visível).


 Estou  cansada de tanta gente assim... que acha que pode manipular e mandar no mundo, fazer o que bem entende... simplesmente porque acha que tem mais poder nas mãos!

Espero um dia encontrar pessoas boas de coração de verdade nesse mundo, que possa te-las ao meu redor, pq apesar das decepções da vida, eu ainda acredito nas pessoas, ainda acredito em milagres! E vou acreditar sempre...


Desconheço a autoria 

O que é um amigo de verdade?


Amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.
Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.
Amizade não é dependência, submissão.
Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra.
É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa.


Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas.
E já se está falando mal dele por falta de notícias.
Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva?
A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.


Amigo mesmo demora a ser descoberto.
É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios.
São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade.
Aqueles que não estão perto podem estar dentro.
Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente.


Não vou mentir a eles vamos nos ligar? num esbarrão de rua.
Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados.
Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos.
Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.


Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação.
Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.


Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca.
É glicose no sangue.
A serenidade.


Fabricio Carpinejar
Tema Viagem. Imagens de tema por Galeries. Tecnologia do Blogger.

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