segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pessoas que choram são mais fortes


Todas as emoções não são iguais nem encontram o mesmo grau de aceitação em nossa sociedade.A emoção mais aceita é a felicidade, basicamente porque é um sinal de segurança e êxito. Por isso vemos-nos obrigados a fingir felicidade; respondendo que estamos bem e sorrimos, mesmo que por dentro estamos destroçados.
A tristeza, entretanto, está catalogada como uma emoção negativa, uma emoção que se deve esconder e que, inclusive, deveríamos nos envergonhar dela. As expressões de tristeza como: ombros caídos e olhar choroso são considerados sinais de debilidade e insegurança.
É injusta uma sociedade que exige que sempre estejamos felizes e dispostos a ganhar o mundo. Porque não funcionamos assim. Frequentemente nos entristecemos.Estigmatizar a tristeza só serve para nos fazer sentir pior, para que pensemos que não somos suficientemente fortes para aguentar os problemas.
Entretanto, na realidade as pessoas que expressam sua tristeza e choram têm maior equilíbrio emocional do que aquelas que reprimem as lágrimas e escondem seus sentimentos. Um provérbio irlandês diz que “As lágrimas derramadas são amargas, mas mais amargas são as que não se derramam”.

Por que as pessoas que choram são mais equilibradas emocionalmente?

 1. Não reprimem suas emoções

Quando você se sente eufórico esconde o seu sorriso? Se escuta um som alto na sua casa a noite, você se assusta?  Só as pessoas seguras de si mesmas, com Inteligência Emocional, são capazes de reconhecer suas emoções e expressá-las, mesmo que estas sejam consideradas “negativas”. É necessário muita coragem para nadar contra a corrente eexpressar quem você realmente é ou como se sente nesse momento. Na verdade, o filósofo Sêneca afirmou que “Não tem maior causa para chorar que não pode chorar”.
Manter a mente fria e reprimir as emoções têm um grande custo. Não é só para nossa saúde psicológica como também a saúde física. Numerosos estudos vinculam a repressão emocional com um maior risco de desenvolver enfermidades como, por exemplo, asma, hipertensão e patologias cardíacas. Curiosamente, um estudo realizado na Universidade de Stanford descobriu que as pessoas que costumam reprimir suas emoções agem ante a pressão e ao estresse de maneira exagerada.

2. Aproveitam as lágrimas para mudar a perspectiva 

Você sabia que as lágrimas aliviam o estresse, a ansiedade, a dor e a frustação?As lágrimas não são somente a água para limpar a alma, mas também para limpamos os nossos olhos e permitir-nos ver a situação a partir de outra perspectiva. As lágrimas nos fortalecem e nos permitem crescer.
70% das pessoas pensam que chorar é reconfortante. E que o choro nos permite ver a situação numa perspectiva mais positiva. Quando terminamos de chorar, nossa mente se encontrar mais clara. E em poucos minutos seremos capazes de analisar a situação a partir de outro ponto de vista. Isto se deve porque nossas emoções se equilibraram e nossa mente racional está preparada para entrar em ação.

3. O choro é terapêutico?

Sabia que o choro estimula a liberação de endorfinas em nosso cérebro? E que nos ajudam a aliviar a dor e também fomentam um estado de relaxamento e paz? É por isto que depois de chorar, nos sentimos melhores e tranquilos. Na verdade a pesquisa verificou que não é conveniente cortar o choro, mas deixar fluir porque a primeira fase só tem um efeito ativador, mas a segunda fase tem um efeito calmante que reduz a frequência cardíaca e respiratória. Às vezes, o choro é mais benéfico que o riso.
Um estudo realizado na Universidade da Flórida, descobriu que o choro é profundamente terapêutico. Principalmente quando se une com um “remédio relacional”, ou seja, quando se aproxima outras pessoas e estas nos consolam. Verificou-se também que o choro triste, esse que está destinado a criar novos vínculos depois de uma perda, tem um poder catártico.

4. Não se submetem às expectativas sociais

As pessoas que não têm medo de chorar se sentem mais livres, são capazes de expressar-se sem se verem pressas pelos convencionalismos sociais. Essas pessoas não têm medo de decepcionar aos demais nem de mostrar a sua suposta “debilidade”, porque na verdade ela não existe.
As pessoas que choram são mais verdadeiras enão querem se ver maquiadas pelas expectativas sociais. Essa consciência as levam a serem mais livres e a levar uma vida segundo as suas próprias regras. Tais pessoas são verdadeiros “ativistas” que lutam por uma sociedade mais saudável emocionalmente e não se vêem obrigadas a esconder o que sentem.

5. Conectam-se emocionalmente por intermédio das lágrimas

O choro é uma das expressões mais íntimas dos nossos sentimentos. Quando choramos na frente de alguém, é como se estivéssemos desnudando nossa alma. Por isso, as lágrimas ajudam a criar um conexão especial.
Quando a outra pessoa “aceita” a nossa tristeza, sem tentar fugir dela ou nos blindar com palavras de alento. Simplesmente, essa pessoa, nos apoia e se mantém ao nosso lado;  cria-se uma conexão única. Na verdade, uma das funções das lágrimas é precisamente a de pedir ajudamesmo que seja de maneira indireta, mostrando nossa impotência para que os demais nos cerquem e nos confortem.
Portanto, o choro e a tristeza não devem ser percebidos como um sinal de fraqueza, mas sinal de fortaleza interna. Não choramos porque somos fracos ou incapazes. Choramos porque estamos vivos e não nos envergonhamos de expressar nossos sentimentos.
Como dizia o poeta argentino Oliverio Girondo:
Chorar a lágrima viva, chorar a choros. Chorá-lo todo, mas chorá-lo bem. Chorar de amor, de cansaço e de alegria”.

Fonte: flaviochaves.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Algumas Características: Mulheres que amama demais



Segundo material publicado no site do programa de recuperação Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA), algumas características podem ajudar a definir essas mulheres:
  1. Vem de um lar desajustado, onde suas necessidades não foram supridas;
  2. Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento;
  3. Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais;
  4. Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento;
  5. Sua auto-estima está criticamente baixa, e no fundo não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário, acredita que deve conquistar o direito de desfrutar a vida;
  6. Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus homens e seus relacionamentos;
  7. Está muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser, do que com a realidade da situação;
  8. Tende a ter momentos de depressão e tenta previní-los por meio da agitação criada por um relacionamento instável;
  9. Não tem atração por homens gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que esses homens "agradáveis" são enfadonhos.
"QUANDO AMAR significa sofrer, estamos amando demais. Quando grande parte de nossa conversa com amigas íntimas é sobre ele, os problemas, os pensamentos, os sentimentos dele — e aproximadamente todas as nossas frases se iniciam com "ele...", estamos amando demais. Quando desculpamos sua melancolia, o mau humor, indiferença ou desprezo como problemas devidos a uma infância infeliz, e quando tentamos nos tornar sua terapeuta, estamos amando demais. 

Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as passagens que pensamos que irão ajudá-lo, estamos amando demais. Quando não gostamos de muitas de suas características, valores e comportamentos básicos, mas toleramos pacientemente, achando que, se ao menos formos atraentes e amáveis o bastante, ele irá se modificar por nós, estamos amando demais. Quando o relacionamento coloca em risco nosso bem-estar emocional, e talvez até nossa saúde e segurança física, estamos definitivamente amando demais. 

Apesar de toda a dor e insatisfação, amar demais é uma experiência tão comum para muitas mulheres, que quase acreditamos que é assim que os relacionamentos íntimos devem ser. A maioria de nós amou demais ao menos uma vez, e, para muitas, está sendo um tema repetido na vida. Algumas nos tornamos tão obcecadas por nosso parceiro e nosso relacionamento, que quase não somos capazes de agir.  "


Robin Norwood ( acima) exerceu a profissão de conselheira matrimonial, psicoterapeuta familiar e infantil, tendo-se especializado no tratamento de alcoólicos e toxicodependentes. Mulheres que amam de mais obteve um sucesso ímpar, com mais de três milhões de exemplares vendidos e uma longa presença no topo da lista de livros mais vendidos do New York Times. Em diversos países foram criados grupos de entreajuda com base nos conceitos deste livro. Atualmente Robin Norwood dedica-se a participar, um pouco por todo o mundo, em conferências subordinadas ao tema dos relacionamentos e dependências.

As mulheres que amam demais



As mulheres que amam demais têm como característica principal, o vazio, porque provavelmente, não tiveram olhar significativo quando crianças de suas mães. Elas buscam no outro este olhar, sendo que a projeção de seu amor é intensa e desequilibrada; causando no outro, o que mais temem, que é a rejeição e o abandono. 

Elas tendem a atrair homens iguais a ela, já que o que está fora, ou seja, o que atraímos, está também dentro de nós. Os seus parceiros, geralmente, são homens com baixa autoestima, que precisam do olhar do outro para existir, atraindo mulheres ciumentas ou histéricas, para afirmar sua “condição existencial”.


O comportamento se manifesta principalmente nas relações afetivas, independentemente do grau de instrução da pessoa, levando ao cometimento de atitudes exageradas de reconhecimento do outro (atenção demasiada, fazer mais do que lhe cabe). Quando não há reciprocidade, a desconfiança, a insegurança e o medo se instalam e dominam, a ponto do esquecimento de si. 

Quando se esquece de si e vive em função do outro, ela arma a sua própria armadilha, pois o outro deixa de se interessar pela mulher que não estima a si própria. No homem o padrão pode aparecer quando ele se preocupa só em fazer para o outro, esquecendo do principal, que é o relacionamento.


O tratamento se dá quando a mulher consegue sair daquele padrão, buscando se cuidar, preenchendo seus buracos internos através da meditação, práticas de exercícios, espiritualidade, trabalho, amizade, enfrentando o encontro consigo própria. Além de compreender, que o amor é encontro com o outro; sua presença e sua companhia e não no que se faz pelo outro.

 O paradoxo é que a mulher sente a sua existência a partir deste padrão – que é a rejeição e o abandono. Daí a dificuldade de se eximir de tal comportamento e também acreditar que é capaz de atrair pessoas com padrão mais positivo de relacionamento. O tratamento para o homem-parceiro também é necessário, pois à medida que ela melhora, não vai mais depender do amor do outro e o outro sucumbirá. Geralmente arruma outra “vítima”, repetindo o padrão negativo.


O relacionamento saudável é aquele que o casal desenvolve junto, os “seus olhares” se encontram, para um objetivo em comum, não o olhar de um para com o outro, no sentido do preenchimento de falsas expectativas que levam a frustração.

 Fonte:  http://www.portaleducacao.com.br






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