quarta-feira, 6 de julho de 2016

Algumas Características: Mulheres que amama demais



Segundo material publicado no site do programa de recuperação Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA), algumas características podem ajudar a definir essas mulheres:
  1. Vem de um lar desajustado, onde suas necessidades não foram supridas;
  2. Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento;
  3. Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais;
  4. Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento;
  5. Sua auto-estima está criticamente baixa, e no fundo não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário, acredita que deve conquistar o direito de desfrutar a vida;
  6. Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus homens e seus relacionamentos;
  7. Está muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser, do que com a realidade da situação;
  8. Tende a ter momentos de depressão e tenta previní-los por meio da agitação criada por um relacionamento instável;
  9. Não tem atração por homens gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que esses homens "agradáveis" são enfadonhos.
"QUANDO AMAR significa sofrer, estamos amando demais. Quando grande parte de nossa conversa com amigas íntimas é sobre ele, os problemas, os pensamentos, os sentimentos dele — e aproximadamente todas as nossas frases se iniciam com "ele...", estamos amando demais. Quando desculpamos sua melancolia, o mau humor, indiferença ou desprezo como problemas devidos a uma infância infeliz, e quando tentamos nos tornar sua terapeuta, estamos amando demais. 

Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as passagens que pensamos que irão ajudá-lo, estamos amando demais. Quando não gostamos de muitas de suas características, valores e comportamentos básicos, mas toleramos pacientemente, achando que, se ao menos formos atraentes e amáveis o bastante, ele irá se modificar por nós, estamos amando demais. Quando o relacionamento coloca em risco nosso bem-estar emocional, e talvez até nossa saúde e segurança física, estamos definitivamente amando demais. 

Apesar de toda a dor e insatisfação, amar demais é uma experiência tão comum para muitas mulheres, que quase acreditamos que é assim que os relacionamentos íntimos devem ser. A maioria de nós amou demais ao menos uma vez, e, para muitas, está sendo um tema repetido na vida. Algumas nos tornamos tão obcecadas por nosso parceiro e nosso relacionamento, que quase não somos capazes de agir.  "


Robin Norwood ( acima) exerceu a profissão de conselheira matrimonial, psicoterapeuta familiar e infantil, tendo-se especializado no tratamento de alcoólicos e toxicodependentes. Mulheres que amam de mais obteve um sucesso ímpar, com mais de três milhões de exemplares vendidos e uma longa presença no topo da lista de livros mais vendidos do New York Times. Em diversos países foram criados grupos de entreajuda com base nos conceitos deste livro. Atualmente Robin Norwood dedica-se a participar, um pouco por todo o mundo, em conferências subordinadas ao tema dos relacionamentos e dependências.

As mulheres que amam demais



As mulheres que amam demais têm como característica principal, o vazio, porque provavelmente, não tiveram olhar significativo quando crianças de suas mães. Elas buscam no outro este olhar, sendo que a projeção de seu amor é intensa e desequilibrada; causando no outro, o que mais temem, que é a rejeição e o abandono. 

Elas tendem a atrair homens iguais a ela, já que o que está fora, ou seja, o que atraímos, está também dentro de nós. Os seus parceiros, geralmente, são homens com baixa autoestima, que precisam do olhar do outro para existir, atraindo mulheres ciumentas ou histéricas, para afirmar sua “condição existencial”.


O comportamento se manifesta principalmente nas relações afetivas, independentemente do grau de instrução da pessoa, levando ao cometimento de atitudes exageradas de reconhecimento do outro (atenção demasiada, fazer mais do que lhe cabe). Quando não há reciprocidade, a desconfiança, a insegurança e o medo se instalam e dominam, a ponto do esquecimento de si. 

Quando se esquece de si e vive em função do outro, ela arma a sua própria armadilha, pois o outro deixa de se interessar pela mulher que não estima a si própria. No homem o padrão pode aparecer quando ele se preocupa só em fazer para o outro, esquecendo do principal, que é o relacionamento.


O tratamento se dá quando a mulher consegue sair daquele padrão, buscando se cuidar, preenchendo seus buracos internos através da meditação, práticas de exercícios, espiritualidade, trabalho, amizade, enfrentando o encontro consigo própria. Além de compreender, que o amor é encontro com o outro; sua presença e sua companhia e não no que se faz pelo outro.

 O paradoxo é que a mulher sente a sua existência a partir deste padrão – que é a rejeição e o abandono. Daí a dificuldade de se eximir de tal comportamento e também acreditar que é capaz de atrair pessoas com padrão mais positivo de relacionamento. O tratamento para o homem-parceiro também é necessário, pois à medida que ela melhora, não vai mais depender do amor do outro e o outro sucumbirá. Geralmente arruma outra “vítima”, repetindo o padrão negativo.


O relacionamento saudável é aquele que o casal desenvolve junto, os “seus olhares” se encontram, para um objetivo em comum, não o olhar de um para com o outro, no sentido do preenchimento de falsas expectativas que levam a frustração.

 Fonte:  http://www.portaleducacao.com.br






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